terça-feira, 10 de fevereiro de 2015


O Violino e sua origem


O violino pertence à família de instrumentos de cordas, tal como o violoncelo e a viola, sendo o  mais pequeno de todos.
Numa orquestra existem mais violinos do que qualquer outro instrumento. A secção de cordas da orquestra toca mais vezes que as outras e a maioria dos apreciadores de música clássica afirmam que conseguem ouvir durante muito mais tempo o som dos instrumentos de cordas do que o som de outro instrumento qualquer.
Isso só acontece porque o violino é um instrumento extremamente versátil. Soa bem em conjunto, combina bem com outros instrumentos e pode ser tocado de diversas formas. Não é portanto surpresa que tanto os compositores, como os executantes e os ouvintes sejam atraídos por ele.
Mas para ficarmos a saber mais sobre este extraordinário instrumento, nada melhor que saber mais sobre a sua história e como é que ele nasceu.
Os antigos instrumentos como o Nefer egípcio, o Ravanastron da India, o Rebab árabe, o R’Jenn Sien dos chineses e até mesmo da antiga Lira dos gregos, foram a base para a criação de inúmeros outros, conforme as necessidades acústicas e os gostos musicais foram evoluindo.
O primeiro violino como o conhecemos hoje, foi criado por volta de 1500, por Gasparo Duiffopruggar, da Bavária, considerado o pioneiro na fabricação do instrumento.
                                                              
Gasparo Duiffopruggar
Quase a seguir surgiu a Escola da Brescia, na Itália, e em seguida a família Amati, da cidade de Cremona, estabeleceu-se na primazia da construção do violino. Durante quase duzentos anos foram três as famílias que produziam violinos e todas elas de Itália: A família Amati, a Guarneri e a Stradivari.
Destes três fabricantes, o mais famoso, pela sua qualidade, foi sem qualquer dúvida o italiano António Stradivari. Ele tornou o violino mais comprido, reforçou o corpo e alargou os “f-f”, (aberturas de som), enriquecendo assim o timbre. Deu a cada pequeno detalhe um toque de refinamento, o que fez com que seu trabalho fosse reverenciado em toda a Europa.
O seu período áureo foi entre 1700 e 1724,  durante o qual nasceram os seus melhores instrumentos. Atualmente ainda existem cerca de seiscentos violinos de sua autoria e são tocados pelos melhores violinistas do mundo.